Prefeitura lança primeiro curso do Projeto Mulher Rural
Aulas de ervas medicinais vão até 30 de junho
Teresópolis, 1º de junho de 2010 – Lançado pela Prefeitura de Teresópolis nesta segunda, 31 de maio, o Projeto de Capacitação Mulher Rural: Tempo de Viver, direcionado a um grupo de 150 mulheres rurais em situação de vulnerabilidade social e econômica. Os cursos partiram de convênio da Prefeitura de Teresópolis, através da Secretaria dos Direitos da Mulher, com a Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, do Governo Federal, e são organizados pelo IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal. O objetivo é promover a melhoria das condições de renda da mulher rural.
São oferecidos cinco cursos: ervas medicinais (31 de maio a 30 de junho), floricultura e plantação orgânica (7 de julho a 9 de agosto), reciclagem de lixo e preservação ambiental (11 de agosto a 15 de setembro). As aulas serão realizadas nas segundas e quartas, das 13h às 17h, no Centro Interescolar de Agropecuária José Francisco Lippi, em Venda Nova, no 3º Distrito.
“Temos o compromisso de por em prática programas de geração de trabalho e renda e ações específicas para atender as mulheres da zona rural. Nosso objetivo é qualificar as mulheres rurais para que elas escolham uma das cinco áreas oferecidas pelos cursos, aprendam a gerir o seu próprio negócio e conquistem a sua autonomia”, explicou o Prefeito Jorge Mario, que lançou o projeto de capacitação acompanhado dos secretários municipais Fernando Mendes (Agricultura) e Magali Tayt-Sohn (Educação).
Prestigiando o lançamento do Projeto de Capacitação Mulher Rural – Tempo de Viver: secretários municipais Fernando Mendes (Agricultura) e Magali Tayt-Sohn (Educação), Prefeito Jorge Mario, Secretária Norma Suely (Direitos da Mulher), Márcia Costa (IBAM) e Marlene Cupertino (diretora do CIA José Francisco Lippi).
A Secretária dos Direitos da Mulher, Norma Suely Gomes dos Santos, ressaltou que desde 2009 o Prefeito Jorge Mario vem intensificando as ações direcionadas às mulheres do campo. “Essa iniciativa começou com o 1º Encontro Regional Serrano de Mulheres Rurais, em outubro do ano passado, que contou com a participação da Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, e que reuniu cerca de 200 mulheres de sete municípios em Teresópolis. Desde então, a Administração Municipal vem formulando programas específicos de atendimento a este público”, lembrou a Secretária.
A seleção dos instrutores para cada curso ficou a cargo do IBAM. “Pretendemos conciliar aulas teóricas e práticas, investindo no empoderamento das mulheres e visando a sua autonomia financeira. As aulas proporcionarão oportunidade de troca de conhecimento e de experiências em todas as aulas”, comentou a representante do Instituto Brasileiro de Administração Municipal, Márcia Costa.
Prefeito Jorge Mario lança o Projeto de Capacitação Mulher Rural – Tempo de Viver: “Temos o compromisso de por em prática programas de geração de trabalho e renda e ações específicas para atender as mulheres da zona rural”.
Ervas medicinais
O primeiro curso do Projeto de Capacitação Mulher Rural: Tempo de Viver é o de ervas medicinais, que vai abordar temas como reconhecimento das plantas da região, princípios ativos e identificação de plantas tóxicas, entre outros. Visando a geração de renda, as alunas participarão de oficinas para aprender a fazer velas ornamentais, sachês e sabonetes de ervas medicinais.
A instrutora é a química de produtos naturais Maria da Paz Ferreira do Nascimento, que tem mestrado em ciências farmacêuticas. “Vamos unir o uso popular das ervas medicinais com as aplicações científicas, identificando o que é tabu e o que é verdade nesse setor. Também faremos uma lista das ervas medicinais encontradas na região, com a indicação de uso”, enumerou a instrutora.
Uma das alunas do curso é a produtora rural Isabel Maria Kwiatkowski, de Vargem Grande, no 3º Distrito. “Esse curso é uma forma de fazer com que as mulheres do campo tenham uma opção para garantir um rendimento extra no seu dia-a-dia, melhorando inclusive a saúde do trabalhador rural”, opinou.